“…our society has undergone a paradigm shift.
In the Information Age, Sheldon,
you and I are the alpha males!”
Leonard Leakey Hofstadter, PhD
In the Information Age, Sheldon,
you and I are the alpha males!”
Leonard Leakey Hofstadter, PhD
O nerd é o novo cool. Prova disso é que acabei de colocar as palavras nerd e cool numa mesma frase sem transformá-la num oxímoro.
De qualquer forma, parece que Hollywood se tornou obcecada por tudo que é geeky nos últimos tempos… é uma verdadeira invasão dos trekkers, dos sabres de luz e do efeito Doppler à mídia americana. A pergunta que deve ser feita é simples: será que os nerds realmente se tornaram interessantes ou teriam eles simplesmente chegado aos grandes estúdios como roteiristas de séries e filmes?
Uma pergunta menos importante mas que muita gente tem feito: seria Tim Kring o culpado? Nah, eu acho que Hiro Nakamura é mais sinal dos tempos do que causa de qualquer coisa. Temos nerds na TV e no cinema há muito tempo: levemente geeks como John ‘J.D.’ Dorian de Scrubs e o Ross daquela série que se passava em Nova York… como era mesmo o nome? Até o Dawson era um nerd viciado em cinema! Sem contar os estranhões, como Egon ou ‘Doc’ Brown… Great Scott, eles estão por toda a parte!
Mas agora têm superpoderes, salvam a líder de torcida, salvam o mundo, ajudam o FBI, e ainda ficam com a menina no final. Er… tá bom, nem sempre isso é verdade. Humm, tá bom, tirando o Peter Parker, isso nunca é verdade. Mas em algum momento eles ficam com a mocinha, mesmo que a percam (em geral graças aos seus ideais nerds) depois de um tempo.
O engraçado é que de certa forma essa mania de nerdice dos personagens tem sido transportada pra vida real. Atores nerds? Quem diria!? Olhe pro Masi Oka, por exemplo, só pra não nos afastarmos de Heroes. Um japa formado em matemática, que joga RPG e trabalhou na Lucas Arts. Sem falar no fenômeno (em todos os sentidos) Kristen Bell, que virou ícone nerd depois de Veronica Mars… sabe que deram a cara dela pra uma personagem de videogame? E que ela gostou disso?
Devaneios à parte, o fato é que o nerd se tornou um modelo de comportamento. Inteligência e cultura tornaram-se objetivos a se almejar, ao contrário do que acontecia nos (bons) tempos da Lamba Lambda Lambda. Luz no fim do túnel? Estaria a humanidade evoluindo o suficiente pra considerar a inteligência uma virtude? Logo a inteligência, aquela vadia sem coração (como a gravidade) que era motivo de piadas e até já levou gente pra fogueira?
“Por que todos os caras não podem ser como você?”, pergunta a lindíssima Penny a Leonard, que é praticamente a definição do QI alto aliado à falta de trato social.
A resposta é um tanto irônica: o charme do nerd, se é que ele tem algum, sempre foi ser raro. É ser diferente da massa. Ele é culto, inteligente (duas coisas bem diferentes, que fique claro), fracote e bonzinho. A partir do momento em que todas as pessoas se tornam inteligentes, o padrão de seleção de um “bom” parceiro volta a ser o físico. Ou seja: se essa moda pega, voltamos à Idade da Pedra. E olha só que legal: os nerds se ferram! De novo!
Se os nerds viraram mesmo roteiristas em Hollywood, estão prestando um belo desserviço à própria espécie...
De qualquer forma, parece que Hollywood se tornou obcecada por tudo que é geeky nos últimos tempos… é uma verdadeira invasão dos trekkers, dos sabres de luz e do efeito Doppler à mídia americana. A pergunta que deve ser feita é simples: será que os nerds realmente se tornaram interessantes ou teriam eles simplesmente chegado aos grandes estúdios como roteiristas de séries e filmes?
Uma pergunta menos importante mas que muita gente tem feito: seria Tim Kring o culpado? Nah, eu acho que Hiro Nakamura é mais sinal dos tempos do que causa de qualquer coisa. Temos nerds na TV e no cinema há muito tempo: levemente geeks como John ‘J.D.’ Dorian de Scrubs e o Ross daquela série que se passava em Nova York… como era mesmo o nome? Até o Dawson era um nerd viciado em cinema! Sem contar os estranhões, como Egon ou ‘Doc’ Brown… Great Scott, eles estão por toda a parte!
Mas agora têm superpoderes, salvam a líder de torcida, salvam o mundo, ajudam o FBI, e ainda ficam com a menina no final. Er… tá bom, nem sempre isso é verdade. Humm, tá bom, tirando o Peter Parker, isso nunca é verdade. Mas em algum momento eles ficam com a mocinha, mesmo que a percam (em geral graças aos seus ideais nerds) depois de um tempo.
O engraçado é que de certa forma essa mania de nerdice dos personagens tem sido transportada pra vida real. Atores nerds? Quem diria!? Olhe pro Masi Oka, por exemplo, só pra não nos afastarmos de Heroes. Um japa formado em matemática, que joga RPG e trabalhou na Lucas Arts. Sem falar no fenômeno (em todos os sentidos) Kristen Bell, que virou ícone nerd depois de Veronica Mars… sabe que deram a cara dela pra uma personagem de videogame? E que ela gostou disso?
Devaneios à parte, o fato é que o nerd se tornou um modelo de comportamento. Inteligência e cultura tornaram-se objetivos a se almejar, ao contrário do que acontecia nos (bons) tempos da Lamba Lambda Lambda. Luz no fim do túnel? Estaria a humanidade evoluindo o suficiente pra considerar a inteligência uma virtude? Logo a inteligência, aquela vadia sem coração (como a gravidade) que era motivo de piadas e até já levou gente pra fogueira?
“Por que todos os caras não podem ser como você?”, pergunta a lindíssima Penny a Leonard, que é praticamente a definição do QI alto aliado à falta de trato social.
A resposta é um tanto irônica: o charme do nerd, se é que ele tem algum, sempre foi ser raro. É ser diferente da massa. Ele é culto, inteligente (duas coisas bem diferentes, que fique claro), fracote e bonzinho. A partir do momento em que todas as pessoas se tornam inteligentes, o padrão de seleção de um “bom” parceiro volta a ser o físico. Ou seja: se essa moda pega, voltamos à Idade da Pedra. E olha só que legal: os nerds se ferram! De novo!
Se os nerds viraram mesmo roteiristas em Hollywood, estão prestando um belo desserviço à própria espécie...

8 comentários:
Nerds!
Enfim, eu vi vários clichês no seu texto, mas mesmo assim gostei dele. Não vi alguém falar sobre o sucesso dos nerds a partir da influência de diretores de TV e Cinema. Aliás, vale lembrar de Big Bang Theory!
Inteligência como critério de seleção é legal, pq não há silicone que melhore isso... tampouco uma técnica esterelizante de incremento muscular.
Continue assim! Em breve te linko... agora pegarei 13h de estrada... no volante!
E estou honrado de ser o primeiro a comentar.
Abraços.
Bom, não tô querendo me defender nem nada, mas é um texto que fala (direta ou indiretamente) de clichês e estereótipos. Ou seja, clichês e estereótipos são meio que inevitáveis. Mas valeu pela crítica, quem sabe lá pra frente eu melhoro...
Devo créditos ao Tony e ao Saulo por esse post, ficamos um bom tempo conversando sobre esse assunto uns meses atrás... daí a idéia do texto.
Abraço, Raoni!
Essas discussões filosífocas são de característica comum a espécie homo nerds nerds
clichê ou citação pop?
Eu quis dizer sobre clichês de escrita, e não a citação de clichês ou referências pop. hehe E eu to fora dessa de homo do Tony. <-*piada clichê*
Abraços!
Se eu disser que meu estilo cheio de clichês é intencional e visa retratar a influência da mídia Vejística e Folha-de-São-Paulística na escrita, será que cola? Tá, provavelmente não... mas não custava tentar.
Alguns clichês são intencionais sim; a maioria eu provavelmente nem percebi!
Great Scott! rs...
A referência do Molina foi a alguma grande garrafa de Wiskey? Enfim, essa foi pra manter a minha fama...
Enfim, acho que cola. hehe
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