"You know that point in your life when
you realize the house you grew up in
isn't really your home anymore?
All of a sudden,
even though you have some place
where you put your shit...
that idea of home is gone.
(...)
You'll see one day when you move out.
Just sorta happens one day, and it's gone.
You feel like you can never get it back."
Andrew Largeman
you realize the house you grew up in
isn't really your home anymore?
All of a sudden,
even though you have some place
where you put your shit...
that idea of home is gone.
(...)
You'll see one day when you move out.
Just sorta happens one day, and it's gone.
You feel like you can never get it back."
Andrew Largeman
Engraçado como na maior parte do tempo não damos importância alguma àquela sutil diferença entre "casa" e "lar". Mais interessante ainda talvez seja a sensação de vazio quando finalmente prestamos atenção a ela...
Eu costumo dizer que Hora de Voltar é o filme mais genial que eu já vi. Talvez seja exagero da minha parte... mas a questão é que foi justamente assistindo ao filme que eu finalmente percebi que a casa dos meus pais não era mais o meu lar. Era só um lugar onde eu guardava minhas tralhas e passava o fim de semana.
O impacto é repentino, cruel, doloroso mesmo... porque é quando você finalmente percebe que os últimos laços com a sua família (qualquer que seja ela) se soltaram, e você está sozinho no mundo. Sua família se resume a um bando de pessoas que mora (ou morou) na mesma casa que você. E é tudo tão perfeitamente retratado num filme que passaria despercebido na TV a cabo, não fosse pela Natalie Portman. Engraçado como na maior parte do tempo não damos importância alguma a coisas importantes.
Mas Zach Braff é mesmo um cara foda. As pequenas coisas estão todas lá, misturadas, espalhadas no meio das grandes. A metáfora do lítio é tão óbvia e ao mesmo tempo tão sutil... todo o vazio, toda a solidão do começo do que chamam de "vida adulta", todo o buraco emocional que é a adolescência, tudo tão lindamente simbolizado numa simples pílula. E a solução de todos os problemas tão lindamente simbolizada numa complexa Sam.
Bah, estou digredindo, como sempre acontece quando lembro do filme. O que eu queria dizer mesmo é que desde que voltei de Campinas, sinto falta dessa idéia de lar; de ter a minha gaveta de lixos RPGísticos, de ter aquele cantinho no final da linha verde onde sempre apago meus cigarros, de ter aquele copo com resto de coca em cima da mesa e enrolar pra lavá-lo, mesmo sabendo que é inevitável. Sinto falta de poder sair do banho e ficar andando pelado pela casa. Não que eu fizesse isso, mas eu podia se quisesse. E como diz o Tony, poder é melhor do que fazer.
Enfim, é a liberdade que faz falta. O refúgio. Eu quero um lugar pra mim. Um lugar que seja meu, não importa se eu tiver que pagar o aluguel no fim do mês. Não precisa ser o lugar perfeito nem nada... só precisa ficar no final da escada, pra variar, ao invés da highway.
Eu costumo dizer que Hora de Voltar é o filme mais genial que eu já vi. Talvez seja exagero da minha parte... mas a questão é que foi justamente assistindo ao filme que eu finalmente percebi que a casa dos meus pais não era mais o meu lar. Era só um lugar onde eu guardava minhas tralhas e passava o fim de semana.
O impacto é repentino, cruel, doloroso mesmo... porque é quando você finalmente percebe que os últimos laços com a sua família (qualquer que seja ela) se soltaram, e você está sozinho no mundo. Sua família se resume a um bando de pessoas que mora (ou morou) na mesma casa que você. E é tudo tão perfeitamente retratado num filme que passaria despercebido na TV a cabo, não fosse pela Natalie Portman. Engraçado como na maior parte do tempo não damos importância alguma a coisas importantes.
Mas Zach Braff é mesmo um cara foda. As pequenas coisas estão todas lá, misturadas, espalhadas no meio das grandes. A metáfora do lítio é tão óbvia e ao mesmo tempo tão sutil... todo o vazio, toda a solidão do começo do que chamam de "vida adulta", todo o buraco emocional que é a adolescência, tudo tão lindamente simbolizado numa simples pílula. E a solução de todos os problemas tão lindamente simbolizada numa complexa Sam.
Bah, estou digredindo, como sempre acontece quando lembro do filme. O que eu queria dizer mesmo é que desde que voltei de Campinas, sinto falta dessa idéia de lar; de ter a minha gaveta de lixos RPGísticos, de ter aquele cantinho no final da linha verde onde sempre apago meus cigarros, de ter aquele copo com resto de coca em cima da mesa e enrolar pra lavá-lo, mesmo sabendo que é inevitável. Sinto falta de poder sair do banho e ficar andando pelado pela casa. Não que eu fizesse isso, mas eu podia se quisesse. E como diz o Tony, poder é melhor do que fazer.
Enfim, é a liberdade que faz falta. O refúgio. Eu quero um lugar pra mim. Um lugar que seja meu, não importa se eu tiver que pagar o aluguel no fim do mês. Não precisa ser o lugar perfeito nem nada... só precisa ficar no final da escada, pra variar, ao invés da highway.

4 comentários:
Bem, rapaz, força aí! Enquanto isso eu recomendo uma música. Fala de parte do que você está sentindo talvez, mas não do todo. Mas é uma música fantástica!
House is not a home - Willard Grant Conspiracy
Uma vez republicano, nunca mais seras um democrata.... eu não te entendo pq não sou você, mas sei como funciona mais ou menos.
Um velho sábio disse que a maior prova de liberdade do homem é poder cagar de porta aberta e andar pelado pela casa. Concordo com ele... e com vc.
Hahahahaha! Eu to rindo pra não chorar... To passando por um dilema forte sobre isso neste exato instante. Acabo de me formar... Continuo em Rio Claro com minha grande e larga independência, onde posso cagar de porta aberta, pelado, com o som do PC no talo rolando minhas MP3, ou volto pra cômoda casa da mãe, onde serei poupado de coisas como cozinhar, lavar roupa, e principalmente, pagar aluguel entre outras contas??? Será que o dinheiro que economizarei comprará minha liberdade?
Eu já não chamo qualquer casa do pai ou da mãe um lar... Mas ter o próprio lar é uma facada no bolso. Ainda mais quando os laços familiares se estreitam por motivos bizarros. Dilemas...
Falando em Natalie Portman, hoje vi Closer. Belíssima atuação, se é que me entende. hehe
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