"It's all money gum
No artists anymore
You're only in it now
To make more, more, more"
Kelly Jones
No artists anymore
You're only in it now
To make more, more, more"
Kelly Jones
Esse trecho de uma música do Stereophonics sempre me incomodou. Nada contra a banda, pelo contrário: ótimo vocal, boas músicas, boas letras e tudo mais. Mas essas quatro linhas mexem na ferida ao lidar com a eterna discussão dos fãs de bandas quase famosas: underground versus mainstream. O eterno pé no saco.
Tem gente por aí que sente um estranho prazer ao se julgar superior a todo mundo porque gosta de bandas desconhecidas. São pseudofãs que parecem torcer para que suas bandas preferidas se mantenham no anonimato por toda a eternidade, só porque assim se manterão "íntegras". Afinal de contas, o underground é sempre melhor, certo?
Tão certo quanto o centro de um buraco negro ser um cara com uma lantera procurando pelo fuzível queimado!
Uma banda não está se vendendo por fazer um clipe e tentar colocar na MTV. A banda já se vendeu a partir do momento que gravou a porra do álbum... ou alguém em sã consciência acredita que os músicos não recebem nada pra fazer música? É o emprego dos caras!
Vejo isso muito nitidamente com os fanaticuzinhos por Dream Theater. A cada álbum lançado, a história se repete: "Portnoy se vendeu", "eles estão cada vez mais mainstream", "se tocar na MTV vira modinha, aí já era" e et cetera. Engraçado é que são essas mesmas pessoas que querem outro Images and Words, que coincidentemente foi o álbum mais vendido na história da banda, com direito a clipe de Pull Me Under passando na MTV a toda hora. Não me lembro de gente reclamando do clipe na época. Santo suco de vaca, seria esse um paradoxo?
O que esse povinho não entende é que tem uma grande diferença entre "fazer música pra vender" e "vender a música que você faz". Não se pode condenar o cara que compõe algo e fica rico com isso. É um luxo proporcionado por esse maravilhoso sistema chamado capitalismo. Pensando bem... não se pode nem condenar o cara que faz música pra vender: é um direito dele, e às vezes saem coisas bem interessantes dali. Afinal de contas, se Zappa estava certo e os Beatles só fizeram o Sgt. Pepper's pelo dinheiro, quem vai reclamar?
Acho fantástico que com o Systematic Chaos o DT tenha voltado a fazer clipes e receber uma divulgação maior. Afinal de contas, eu não tenho medo de deixar de ser "especial" porque minha banda preferida ficou famosa. Eu não sinto essa necessidade de ser melhor do que os outros. Pelo contrário: gosto de compartilhar essa paixão pela música, de discutir cada detalhe do novo álbum com outro fã. Que venham os novos fãs juntos com os clipes e propagandas do álbum na TV.
Não me importa se os músicos estão ficando milionários com isso. Eles merecem cada centavo, já diria meu amigo Nuno Bettencourt, um cara que tem mais que palavras a oferecer.
Kelly Jones que me desculpe, mas a arte pode sim ser motivada pelo dinheiro.
Tenha um bom dia!
Tem gente por aí que sente um estranho prazer ao se julgar superior a todo mundo porque gosta de bandas desconhecidas. São pseudofãs que parecem torcer para que suas bandas preferidas se mantenham no anonimato por toda a eternidade, só porque assim se manterão "íntegras". Afinal de contas, o underground é sempre melhor, certo?
Tão certo quanto o centro de um buraco negro ser um cara com uma lantera procurando pelo fuzível queimado!
Uma banda não está se vendendo por fazer um clipe e tentar colocar na MTV. A banda já se vendeu a partir do momento que gravou a porra do álbum... ou alguém em sã consciência acredita que os músicos não recebem nada pra fazer música? É o emprego dos caras!
Vejo isso muito nitidamente com os fanaticuzinhos por Dream Theater. A cada álbum lançado, a história se repete: "Portnoy se vendeu", "eles estão cada vez mais mainstream", "se tocar na MTV vira modinha, aí já era" e et cetera. Engraçado é que são essas mesmas pessoas que querem outro Images and Words, que coincidentemente foi o álbum mais vendido na história da banda, com direito a clipe de Pull Me Under passando na MTV a toda hora. Não me lembro de gente reclamando do clipe na época. Santo suco de vaca, seria esse um paradoxo?
O que esse povinho não entende é que tem uma grande diferença entre "fazer música pra vender" e "vender a música que você faz". Não se pode condenar o cara que compõe algo e fica rico com isso. É um luxo proporcionado por esse maravilhoso sistema chamado capitalismo. Pensando bem... não se pode nem condenar o cara que faz música pra vender: é um direito dele, e às vezes saem coisas bem interessantes dali. Afinal de contas, se Zappa estava certo e os Beatles só fizeram o Sgt. Pepper's pelo dinheiro, quem vai reclamar?
Acho fantástico que com o Systematic Chaos o DT tenha voltado a fazer clipes e receber uma divulgação maior. Afinal de contas, eu não tenho medo de deixar de ser "especial" porque minha banda preferida ficou famosa. Eu não sinto essa necessidade de ser melhor do que os outros. Pelo contrário: gosto de compartilhar essa paixão pela música, de discutir cada detalhe do novo álbum com outro fã. Que venham os novos fãs juntos com os clipes e propagandas do álbum na TV.
Não me importa se os músicos estão ficando milionários com isso. Eles merecem cada centavo, já diria meu amigo Nuno Bettencourt, um cara que tem mais que palavras a oferecer.
Kelly Jones que me desculpe, mas a arte pode sim ser motivada pelo dinheiro.
Tenha um bom dia!

7 comentários:
Síndrome Underground é o cara que fica puto pq a banda se "vendeu", a chama de baiana e depois se retrata porque não é politicamente correto usar a determinação geográfica de forma preconceituosa para xingar!
concordo em parte... Aceito que seja a profissão do músico fazer musica, vender cds e fazer shows... mas não aceito quando o cara faz isso só pela grana. A musica como uma arte tem que ter aquela maldita paixão, que ninguém sabe definir, mas todo mundo fala. Piegas? Sim, porém real. Existe uma enorme diferença entre a musica (album que seja) feito pela banda e o feito pelos produtores/gravadoras. A arte não pode ser vendida e sim comprada (se é que me entende).
Eu trabalho pelo dinheiro. Claro que quero trabalhar com algo que me satisfaça além disso. Mas esse é um privilégio... Se o cara odeia fazer música, mas faz pra ganhar dinheiro, ele não passa de uma pessoa normal que trabalha por dinheiro. Ninguém chega no carrinho de lanche e fala "Ah, seu carrinho de lanche é uma merda... vc nem gosta de virar o hamburguer na chapa. Vc faz isso por dinheiro!", ou "O dia que vc abrir uma grande rede de lanchonetes, eu vou parar de comer aqui. Seu vendido!".
Hoje em dia, música é mais consumo do que arte. Se fosse só arte, não seria crime baixar MP3 de graça na net. Afinal, não se pode roubar arte... pode? Aliás, ainda acho que o roubo do MASP foi um golpe publicitário.
se o cara ganha dinheiro ele é vendido... se não ganha é fracassado.. realmente se o músico parar para pensar no comentário dos "fãs", desistiria de tudo.
Aliás, desafio-te a ativar o RSS do seu blog!
Sim, música é mais consumo do que arte... e concordo, Saulo, que a música como arte precisa daquele elusivo "feeling".
Mas ainda acredito que é possível existir esse sentimento de amor ao que faz, mesmo que a obra tenha sido encomendada. O cara pode fazer algo só pelo dinheiro, mas decidir que já que está fazendo, vai fazer bem feito. Se esses casos são maioria ou não, já é outra discussão... só quis dizer que a possibilidade de uma obra de arte sair do dinheiro existe.
Se vamos citar exemplos de trabalho: eu curto muito dar aula, mas só faço isso pra ganhar dinheiro. Se tivesse qualquer outra oportunidade de emprego, não hesitaria em trocar. Não quer dizer que eu não goste do que faço, nem que faça mal feito (pelo menos propositalmente)...
Putz, eu queria ter escrito esse post! E o blog também foi uma puta idéia: agora que vc não aparece mais por Campinas, é o melhor jeito de ainda trocar idéias...
Postar um comentário