segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Meu alter-ego Bizarro

"You're not Kal-El."
Brainiac

"I'm the new, improved version."
Bizarro


Alguém me deu kryptonita vermelha depois do carnaval. Descobri que o efeito é fantástico. A maldade não só compensa como é viciante. Pena que não dura muito tempo em pessoas estúpidas como Clark Kent e eu.
Eu quero mais um pouco... afinal de contas, o Bizarro é muito mais legal que seu oposto bonzinho.
Aceito red k ou uma passagem pra Smallville.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cabaré em chamas

"Mas o que é que eu vou dizer lá em casa?
Eu tô no bico do corvo!
Eu tô no bico do corvo!"
Antiga cantiga luizense

A ONU foi passar o carnaval em São Luiz do Paraitinga. Afinal de contas, o lugar apareceu até no New York Times, como poderia ser ruim?
Do momento da chegada em diante, tudo que o representante da Suíça queria era apertar o grande botão vermelho. Aquele que explode tudo, manda a cautela pelos ares e quebra qualquer neutralidade. Mas ele se preocupava com a volta... como poderia voltar a ser o que era depois daqueles quatro dias?
"Vale tudo no carnaval, mermão," dizia o malandro brasileiro. "Relaxa e goza!"
"Não sei, não sei... não tô acostumado com isso."
"What happens in Vegas stays in Vegas," dizia o representante dos Estados Unidos. E o suíço queria acreditar, mas estava sóbrio demais.
"Aqui, amigo," disse então o representante do México, "tome un poquito de tequila que você vai se sentir melhor!"
E o suíço tomou.
"Bierrr," gritava o alemão. E a neutralidade suíça começou a sucumbir, mas a tequila era pouca, e a cerveja demorava a fazer efeito.
Então chegou um cubano. O americano não gostou muito, mas como o dito cujo era amigo do brasileiro, acabou entrando.
"¿Qué pasa," indagou o barbudo enquanto acendia um charuto.
"O suíço tá com frescura," explicou o brasileiro.
"Então toma rum!"
"Só se for com coca-cola," exaltou-se o americano.
"Cuba libre," riu o brasileiro. "Tão irônico."
E o suíço bebeu, e a neutralidade caiu por terra. E não importava o que acontecia na rua ou em casa, pois pela primeira vez o suíço não ligava. Não lhe interessavam as guerras, a fome, a miséria ou as memórias do lar doce lar. Ele só queria mais rum. Ele só queria se divertir.
O que acontece em Vegas fica em Vegas, realmente. Mas muda as pessoas, e as mudanças dificilmente ficam por lá. Elas gostam de se mudar, afinal de contas. A neutralidade suíça está para sempre comprometida, e a culpa é dos cubanos, aqueles comunas malditos.