terça-feira, 10 de junho de 2008

Lipoaspiração de QI

"Smart is the new sexy."
Howard Wollowitz

"Then why do we go home alone every night?
We're still smart."
Leonard Leakey Hofstadter, PhD

"We could have made anything we wanted to make
So we made 'Wheel of Fortune'
And all the popular songs
We made a land where crap is king
And the good don't last too long."
Neal Morse


Dizem por aí que a ignorância é uma benção. Eu concordo 101% com isso. Esse 1% adicional é porque vou além: não só a ignorância é uma benção, como o conhecimento é uma praga.
A idéia é razoavelmente simples: pessoas inteligentes e/ou cultas tendem a entender o mundo à sua volta, ou pelo menos parte do que se passa nele. Se você entende um googol avos do que se passa no mundo, você sabe que ele é uma merda.
E não, nem estou falando de condições sócio-político-econômicas, porque nem faço questão de pensar nisso... prefiro ser um alienado semi-feliz, nesse ponto. Mesmo porque não fumo maconha, logo não freqüento cursos de humanas, logo não tenho saco pra discutir política ou a fome na África.
Minha birra é puramente cultural mesmo. Se eu não entendesse o Créu, seus antecessores e sucessores, a vida seria mais feliz. Acho que eu até seria capaz de curtir um pancadão, no meio daquele monte de mulher gostosa. Ou um forró daqueles bem toscos, por que não?
A questão é que quando se passa de um determinado nível de QI (que diferencia amebas de seres humanos, bem como pessoas felizes de pessoas injuriadas), você deixa de se contentar com a média.
Eu não suporto gente medíocre nem coisas medíocres, por mais que me esforce, e olha que nem sou tão inteligente assim.
Se eu vou me cercar de pessoas, quero que elas tenham algum mérito, que não inclua rebolar no posto de gasolina ao som da Egüinha Pocotó (embora algum gênio da Unicamp tenha interpretado a "letra" brilhantemente, ao menos de forma fictícia).
Mas enfim, o que quero dizer é que não me contento com pouco. Não me contento com Dan Brown, eu quero ler alguma coisa com um pouco mais de conteúdo. Não me contento com qualquer música que toca no rádio, eu quero ouvir alguma coisa que tenha tomado mais que duas horas da vida do compositor. Não quero ver qualquer filminho tosco, embora isso seja divertidos às vezes, prefiro assistir a algo que me faça pensar. Mas por quê, Mielikki, por quê?
Seria tão mais fácil se eu me divertisse com as porcariazinhas que estão por aí... escutando "funk", tomando uma Kaiser e pegando qualquer mulher porca. Olha só o burrinho da foto, que feliz. Afinal de contas, são essas pessoas medíocres que dominam o mundo.
Lembra daquela pergunta da Penny pro Leonard? "Por que todos os caras não podem ser como você?" A resposta dele é mais simples, direta e correta do que a minha: "Porque se todos os caras fossem como eu, a raça humana não poderia sobreviver."

Inteligência é praga. Lipoaspiração de QI é a solução.
Tem uma comunidade com esse slogan no orkut. Se alguém for tosco o suficiente pra concordar, é só entrar.